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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ANSEIOS


 Se eu tiver anseios de voar à lua
Terei de criar um míssil de estrelas
Alçando voo tenho de sabê-las
Para a rima não sair tão crua
Dentro da paisagem noturnal.

Sem a rima farei uma viagem
No farrapo de um velho cometa
Centelhando em busca de uma meta
Do tesouro sem ouro ou miragem
Qualquer coisa natural.

A lua poderá ser o corpo leve
Da mulher que um dia acondicionou
Meu nome, meu sexo e meu amor
Abrindo alas à chuva e à neve
Para a paixão outonal.

De Ícaro ganharei asas modernas
A esta sede de voar na emoção
De uma nova e límpida canção
O tempo novo e as almas hodiernas
Marcam o caminho do final.

Tendo anseios de voar à noite
Com asas macias e mais leves
Da poesia dessas coisas breves
Homem estarei sempre em pernoite
No teu corpo, minha amada casual.

Canta em mim o vício da paixão
E a máxima de quando é se entregar
Na vertigem do prazer de amar
Gosto de perder a razão
E ser eterno, único e total.
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@Copyright by Rafael Rocha – Recife, 03 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

RITMO DA ETERNIDADE

O sol da carne é transparente
Circundando uma teoria interrompida
No quadro-negro da vida.

A lua da carne é poeira inexistente
Circundando uma hipótese tramada
No papel das leis genéticas.

As estrelas da carne são ruas vazias
Circundando uma lição desaprendida
Nas evoluções das leis universais

Sol, lua e estrelas...
Nas leis de suas gravidades
Circundam meteoros e cometas
E os átomos dos que se foram
Abençoados pelos criadores de deuses
Homens e raças
Sangue e seiva
Espelhos elevados à eternidade.

Por omnia saecula:
Eis a verdade!

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@ Copyright Rafael Rocha Neto – 1984