domingo, 2 de março de 2008

O BOM SEBASTIÃO

O título parece nome de um frevo de bloco do Getúlio Cavalcanti. Mas fica nisso. Está aqui para lembrar um cara especial. Um cara bastante procurado durante mais de 17 anos. Não, não, não. Não era procurado pela polícia não. Era eu quem procurava ele. E estava bem pertinho! Há sete anos na Rua do Hospício! Um bom bebedor de cerveja e contador de causos. Um bom ouvinte também. E pernambucano da gota serena. O resto do mundo não se preocupe, nem meus poucos cinco leitores, mas o Sebastião é foda! E é meu amigo. Um dos poucos amigos de verdade que posso contar nos dedos.

No sábado, 2 de março de 2008 nos reencontramos e como não poderia deixar de ser fomos contar nossos causos de vida numa mesa de bar. Mesa de bar, sim. Pois não existe lugar melhor para entender essas coisas de homens, de poetas, de reencontros, para falar safadezas, lembrar mulheres gostosas etc e tal. Na mesa de bar do Empório Sertanejo, na Rua da Hora, colocamos em dia nossa amizade.

Meu bom Sebastião sabe que foram uns 17 anos sem contato. Mas eu não tenho culpa não. E também não coloco a culpa nele. A culpa é da vida e dos seus segredos. Quem sabe, aquilo que podemos chamar de destino? Nossa amizade começou durante o curso de Jornalismo na Unicap e foi passando daí e indo, e indo sempre mais longe. Nós fomos e estamos indo também. De solteiros passamos a casados. De filhos passamos a pais. E agora ele perto dos 50 e eu já nos 58 descobrimos que ainda olhamos para o mundo como aventureiros.

O bom Sebastião disse neste sábado que o tempo passa, mas nunca dentro da gente. Só quem vê que estamos a envelhecer são os outros. Beleza de filosofia! Concordo com ele. Podemos tá mole, mas trisca pra ver o que acontece! Ainda não estou carregando o peso de meus molambos corporais. Ele também não.

E recordamos. Recordamos muita coisa. Amigos que sumiram do nosso convívio. Não pela mão da indesejável, mas simplesmente deixaram de nos contatar. Até que nós demos desculpas a eles, pois até nós temos nossas desculpas. Mas o bom Sebastião entre um gole e outro deu uma de filósofo e observou que quanto mais a gente vive, mas a gente deseja rever essas amizades, pois só assim estaremos sendo aquilo que somos.

Rapaz, eu vou ser sincero. Não fique incomodado, mas você virou assunto para o meu blog hoje. Não reclame, será um dos poucos, além do Valdecir a ter presença aqui. Depois da tarde de cerveja e de cigarros proibidos, espero que tenhamos outros momentos, mas em um lugar onde eu possa dar meus tragos à vontade sem medo de ser chamado a atenção. Certo?

Claro, meu bom Sebastião, a gente não pode deixar de querer ver os antigos amigos. Vamos tentar, né? Os mais difíceis é que vão ser foda! O Marcus está em Brasília, e só vem se a passagem de avião for paga e a volta também. O Evaldo Costa hoje é secretário de Estado, e até ganhou como desejava a láurea de Cidadão Pernambucano, e não pode mais beber em botecos populares, pois é um homem público e não do público. O José Carlos, que era da Sudene, sumiu do mapa, o apelido dele era Guran Charles, lembra? Acho que ele agora deve estar assessorando o novo Fantasma e os pigmeus deste século, na floresta de Bengala. O cabeludo Márcio, está por aí, mas deve ser o tal homem invisível. A Ana Maria, aquela gordinha gostosona e rubro-negrona, eu não sabia por onde andava, mas como sou teimoso, consegui achar o orkut dela e só espero que ela não esteja com amnésia. Que ela se lembre deste modesto poeta e escritor recifense, e entre em contato. Mas se ficarmos com os mais fáceis de serem encontrados, olhe que este seu amigo Rafa está bem pertinho. O Gilson, Valdecir, Marise e a Maria Isabel estão por aqui. E o Henrique (vade retro) não podemos de pensar nele, né? Sem contar com a tua "ex-namorada" a Nina (aquela dos beijos molhados no clube do Banco Econômico, lembra?), que mora aqui pertinho de mim.

Claro meu bom Sebastião, fiz neste espaço uma coisa diferente. Mas sabe o que eu queria mesmo? Era matar a saudade. Afinal de contas, não é todo dia que a gente se emociona ao abraçar bem apertado um amigo que não vê há mais de 17 anos. E não é todo dia que a gente pode matar essa saudade como se estivesse naquele mesmo tempo de universitários da Unicap. Vamos continuar a manter contato, meu bom Sebastião. Principalmente, porque falta relembrar muita coisa. A vida é curta. E bota curta nisso. E precisamos fazer com que ela valha a pena. Precisamos esticá-la. Esticá-la bem.

2 comentários:

An@ disse...

Oi Rafa, nao sabe a alegria qe tive ao ler seu comentario no me blog e re-encontrar vc depois de tantos anos. Alegria, emoção e saudade se misturaram ao ler seu texto ... estou aqui para assinar embaixo tudo que escreveu.
Um grande abraço da gordinha gstosona ...rsrs

Sebastião disse...

É isso camarada, andei um tempo fora mas voltei. Voltei Recife... e agora vamos aproveitar e rever os amigos e amigas que aqui permaneceram a esperar o momento do reencontro. Afinal acho que todos esperamos esse momento. É isso aí, vamos fazer esse momento acontecer. E o nosso reencontro lá no Bode da Hora, no Empório ertanejo, foi muito esperial... lembranças, lembranças, boas lembranças. Um grande abraço.