quarta-feira, 6 de maio de 2009

UMA AVENIDA CHAMADA DE CAXANGÁ


AVENIDA CAXANGÁ EM 1940


AVENIDA CAXANGÁ HOJE

O nome Caxangá não tem uma origem muito clara. Alguns autores afirmam que se trata de uma corruptela da palavra tupi caa-çan-áb, que significa mata estendida ou caa-çang-guá, mato do vale dilatado ou ainda caa-ciangá, mato da madrasta ou da madrinha. A atual Avenida Caxangá, no século XIX, era denominada de Estrada de Paudalho. Segundo Pereira da Costa, o engenheiro Louis Léger Vauthier, em relatório de 1843, onde enumera as vantagens da construção de estradas no Recife, afirma que foi só em agosto de 1833 [...] que se principiou a primeira parte da estrada de Paudalho, que do largo da Madalena se dirige para Caxangá, e foi então somente que pela primeira vez apareceu nesta Província uma estrada regularmente construída [...]. Em 1842, foi concluído o primeiro trecho da então chamada Estrada do Paudalho, que antes era um caminho de onde saiam diversas ramificações para os engenhos de açúcar e as povoações. Anteriormente, no local, nunca tinham chegado carros, só cavalos. A via passou por várias mudanças na sua estrutura e na sua denominação. Foi também chamada de Estrada do Ambolê, mas sempre se constituiu numa artéria importante da cidade. Em 1845, foi construída a ponte pênsil de Caxangá, sobre o rio Capibaribe, a primeira desse tipo no Brasil, abrindo caminho para o interior de Pernambuco e muito contribuindo para o seu desenvolvimento sócioeconOmico. Considerada como uma das avenidas mais longas do mundo em linha reta, tem cerca de 6km de extensão e liga os bairros da Madalena ao de Caxangá, na divisa com o município de Camaragibe. Na época do Estado Novo, durante a gestão do prefeito Novaes Filho, a avenida foi pavimentada com paralelepípedos rejuntados com cimento sobre concreto, alargada por meio de aterros e protegida por obras-de-arte (estruturas como bueiros, pontes, viadutos, muros de arrimo, necessárias à construção de estradas). Na terceira gestão do prefeito Pelópidas Silveira, a Avenida Caxangá foi novamente ampliada. Em dezembro de 1966, houve a inauguração de uma segunda faixa de rolamento em cimento armado, evento que contou com a presença do então presidente da República Marechal Humberto Castelo Branco. Hoje, um dos corredores de tráfego de veículos e de transporte coletivo mais importantes da zona oeste da cidade, é o principal acesso para diversos bairros, entre os quais Bongi, San Martin, Cordeiro, Iputinga, Engenho do Meio, Cidade Universitária, Várzea, além de municípios da região metropolitana como São Lourenço e Camaragibe. Com uma pista exclusiva para ônibus na sua parte central, que permite a passagem de dois coletivos de cada vez, dispõe atualmente de retornos à direita e diversas paradas de ônibus no seu corredor central. Foi também modernizada a parte de semáforos, eliminando-se os sinais de três tempos, o que permite maior fluidez no trânsito, de cerca de 50 mil veículos diários. O comércio ao longo da via é bastante diversificado: farmácias, bancos, padarias, casas de peças de automóveis, armazéns de material de construção, postos de gasolina, havendo, no entanto, uma predominância de lojas para revenda de veículos e casas funerárias. Alguns acreditam que a quantidade de mortuárias se deve ao fato de haver vários hospitais nas proximidades, como o Barão de Lucena (na própria Avenida); o Getúlio Vargas, no Cordeiro e o Hospital das Clínicas, que pertence à Universidade Federal de Pernambuco e fica na Cidade Universitária. Além de igrejas e colégios, ficam localizados na Avenida Caxangá o Parque Antônio Coêlho Parque de Exposição do Cordeiro), da Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária, do Governo do Estado de Pernambuco, e o Caxangá Golf Country Club, fundado em 7 de outubro de 1928 e denominado originalmente de The Pernambuco Golf Club. Localizado onde existia antigamente a casa-grande do Engenho Poeta, o Clube fundado pelo inglês George A. D. Litle possui o único campo de golf da cidade e uma grande pista de hipismo denominada Maurício de Nassau.
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FONTES CONSULTADAS:

CAVALCANTI, Carlos Bezerra. O Recife e seus bairros. Recife: Câmara Municipal, 1998.

COSTA, Francisco Augusto Pereira da. Anais pernambucanos. Recife: Arquivo Público Estadual, 1962.

FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO - http://www.fundaj.gov.br

Um comentário:

FURYCOM disse...

fiquei sabendo que ela foi construida por um senhor de engenho que morava no predio onde hoje é o museu da abolição e foi um capricho alem da nescessidade.