domingo, 8 de janeiro de 2012

MEDO

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(Poema extraído do livro Marcos do Tempo, de Rafael Rocha)

Insano busco reclamar do mau pensamento.
Chegam-me apenas lembranças de castigos.
Coisas loucas feitas de ar, de água e vento
Como tentando dialogar com os inimigos.

E taciturno vejo a cinza da manhã nascente
Louca por meu sono até quando eu lamento
A perda do meu verso triste e penitente
O qual não quis escrever neste momento.

Simples assim: sinto ganas de rápidas prosas
E abrigo no cérebro imagens poderosas
Medonhos medos de no porvir chegar ao fim.

A mente clama pelo viver mais que infinito.
E a voz lança na amplidão vazia um grito:
Quero escrever versos sem pensar assim!

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