quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

BOÊMIO (Do meu livro MARCOS DO TEMPO)

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No meio da noite o desejo me alimenta:
Mesa de bar, rum, cigarros e cerveja.
A intensidade do anseio só aumenta
E faz o corpo poetar isso que almeja.

Tomar uns goles a olhar ninfas noturnas!

E na fumaça do cigarro ver segredos
Esfumando-se nas solidões soturnas
Dos hipócritas e dos homens tredos.

Copo vazio! Chamo o garçom: - Amigo!

Mais uma dose a minha noite necessita
Antes que o sol possa encerrar esta ilusão.

Bêbado e etéreo renasce meu castigo

Ser puro e casto como esta noite grita:
Amante louco da vida e da paixão!

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